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É possível crescer e cuidar do meio ambiente, afirma secretário em reunião do Conselho da Fiep



Publicado em 07/06/2019
Fonte: Marketing Sinpacel

O secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes, foi o convidado da reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), realizada na última segunda-feira (3 de junho), em Curitiba. Falando a empresários e profissionais do setor, Nunes detalhou o novo modelo e funcionamento da pasta que sofreu uma reestruturação no atual governo.

“Estamos trabalhando dentro de um novo conceito e de uma nova estrutura, integramos alguns órgãos e revisamos a forma de atuar para tornar mais eficiente a nossa operação”, disse. Segundo Nunes, dentro do novo perfil do órgão, os empreendedores são muito bem-vindos. “Vamos punir com severidade o contraventor, aquele que estiver desrespeitando a legislação. Mas quem quiser empreender terá todo o nosso apoio”, assegurou. “Para nós, o empreendedor é o mocinho e não o bandido”, declarou.

O secretário disse que o atual governo tem como foco o desenvolvimento do Paraná e o bem-estar dos paranaenses e é nesta direção que toda a estrutura de governo está trabalhando. Para nós, ambientalistas e desenvolvimentistas não podem estar em lados opostos. Têm que trabalhar na mesma direção dentro de um entendimento que é possível crescer, se desenvolver e ao mesmo tempo cuidar do meio ambiente”, reforçou. “Empresa fechada não paga imposto. Queremos empresas funcionando. Por isso, o empreendedor tem tapete vermelho em nossa secretaria”, afirmou. Nunes disse que todos aqueles que querem empreender devem procurar o órgão para receber todas as orientações para que seu empreendimento se viabilize e atue dentro da lei.

A reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente e Recursos Naturais aconteceu na estrutura que o Sistema Fiep mantém na Cidade Industrial de Curitiba, onde funciona o Instituto Senai de Tecnologia em Meio Ambiente e Química, referência nacional na área. O coordenador de Sustentabilidade do Sistema Fiep, Mauricy Kawano, coordenou a visita, representando o coordenador do conselho, Hélio Bampi.

Kawano reforçou a necessidade de revisão da Resolução 016/2014. A resolução trata de padrões de emissão e qualidade do ar e monitoramento sobre a poluição atmosférica. “A própria resolução prevê uma revisão e atualização a cada cinco anos”, afirma Kawano, acrescentando que é preciso adequar o texto às novas legislações que surgiram desde então bem como ajustar alguns padrões que estão desatualizados.

Kawano lembrou que o Sistema Fiep, já enviou ofício ao secretário Marcio Nunes solicitando a revisão e informou que grupos de trabalho serão constituídos para formular uma proposta. Ele reforçou junto ao secretário a necessidade de que a revisão seja feita de forma conjunta com o setor produtivo. O secretário assegurou que os especialistas e as lideranças do setor produtivo terão participação na revisão desta e de todas as outras resoluções e normas que precisam ser revistas.


Visita às instalações

Além de falar aos presentes, o secretário de Desenvolvimento Sustentável visitou os laboratórios que integram o Instituto e realizam ensaios ambientais. Acompanharam a visita o presidente do Sindicato da Indústria de Papel e Celulose (Sinpacel), Rui Brandt, a gerente da unidade CIC do Sistema Fiep, Tania Ranaldi e a coordenadora dos laboratórios, Ana Cristina de Oliveira Andrade.


Coprocessamento

A reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente abordou também o tema “Atividades com Coprocessamento e Emissões Atmosféricas”, com palestra de Rejane Afonso, engenheira química com mestrado em Meio Ambiente Urbano e Industrial, especialista em coprocessamento. Ela falou sobre a experiência de algumas indústrias no Paraná e no Brasil, destacando que o coprocessamento é uma forma de reciclagem e que o Paraná vem sendo referência nesta tecnologia em nível nacional.
Rejane enfatizou que a meta atual é potencializar o coprocessamento de Combustíveis Derivados de Resíduos (CDR), bem menos poluente que combustíveis tradicionais. O CDR já vem sendo usado por algumas indústrias do setor cimenteiro em substituição ao coque, combustível fóssil que contribui significativamente para a emissão de gases de efeito estufa. De um modo geral, a utilização do combustível de resíduo não passa de 30% da matriz energética de substituição térmica de combustíveis fósseis por resíduos. “Na Alemanha, considerando dados de 2016, o coprocessamento representa 61% da matriz energética das cimenteiras”, informou. No Brasil, segundo a especialista, a meta é chegar a 50% até o ano de 2050.

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