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Coprocessamento e economia circular pavimentam caminho para aterro zero



Publicado em 06/12/2019
Fonte: Revista Sinpacel #17

A busca por operações cada vez mais sustentáveis e alinhadas à crescente preocupação dos consumidores com os impactos que marcas e produtos podem causar ao meio ambiente têm levado muitas empresas a repensar suas estratégias e alternativas no gerenciamento de resíduos. Independente do ramo, ganha força a percepção de que minimizar os impactos ambientais dos negócios é tanto uma obrigação quanto uma necessidade - e, nesse sentido, buscar o aterro zero surge como uma das principais metas.

Sediada em Araucária, a KWM (Kapersul Waste Management) tem investido há 40 anos em novas soluções e tecnologias que ajudem empresas de todo o país a darem o destino adequado aos seus resíduos, transformando esses materiais em novos produtos e até em energia. A KWM tem hoje onze unidades espalhadas em seis estados, e atende mais de 750 clientes.

Um dos focos da empresa é o desenvolvimento e implantação de projetos de economia circular, conceito que prega o reaproveitamento de resíduos, antes descartados, na criação de novos produtos. O modelo é uma alternativa ao sistema tradicional linear, utilizado em larga escala nos últimos séculos e baseado em “produzir, usar e jogar fora”. A economia circular leva em conta a escassez dos recursos naturais e a necessidade de repensarmos a forma como produzimos e consumimos produtos e serviços.

“Desenvolvemos projetos específicos e personalizados de economia circular para cada empresa. Conseguimos transformar e ressignificar os resíduos dos clientes, fazendo com que esses resíduos voltem para dentro da própria empresa como um novo produto de uso e/ou consumo, como papel toalha, papel higiênico, sacos de lixo, embalagens, lixeiras recicláveis e até móveis, como mesas e cadeiras”, explica a gerente de Marketing da KWM, Juliana Gomes.

Os projetos de economia circular se aliam ao coprocessamento na busca da KWM pelo aterro zero, quando todos os resíduos gerados são reaproveitados de alguma maneira e deixam de ser descartados em aterros. Voltado à indústria cimenteira, o coprocessamento é um processo de reciclagem, em que os resíduos industriais acabam substituindo parte do combustível fóssil e matérias-primas utilizados na produção do cimento.

Essa solução, permite que insumos sejam substituídos pelos resíduos processados, o que, além de evitar o uso de combustíveis fósseis e matérias-primas não renováveis, também diminui os custos da operação, sem alterar as especificações e a qualidade do produto final, sendo que todo esse ganho ambiental é gerado a partir de processos tecnicamente seguros ao meio ambiente e adequados à legislação ambiental vigente.

“O coprocessamento tem essa característica de eliminar completamente os resíduos, transformando-os em energia e as cinzas resultantes da queima incorporadas ao clínquer, matéria prima do cimento”, reforça o gerente comercial da KWM, Alexandre Kuhn.

A popularização do coprocessamento, afirma Kuhn, deve levar empresas a repensar os materiais que utilizam em seus produtos e embalagens, já que nem todas as substâncias passam pelo processo de coprocessamento sem gerar instabilidade nos fornos - é o caso do cloro, componente de um dos polímeros sintéticos mais produzidos no mundo, o PVC.

“Se a empresa quer buscar aterro zero, ela vai ter que rever o desenvolvimento de suas embalagens e produtos. Dependendo do tipo de material, a única solução final ainda será o aterro”, alerta o gerente comercial da KWM.



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