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CÂMBIO DESFAVORÁVEL PREOCUPA O SETOR DE PAPEL E CELULOSE

A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) realizou na segunda-feira (16/05) o Fórum Setorial de Papel e Celulose. A iniciativa teve como objetivo reunir empresários e representantes sindicais para discutir os gargalos e oportunidades do setor.


A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) realizou na segunda-feira (16/05) o Fórum Setorial de Papel e Celulose. A iniciativa teve como objetivo reunir empresários e representantes sindicais para discutir os gargalos e oportunidades do setor.

 

A discussão sobre o novo Código Florestal Brasileiro, uma das preocupações do setor de papel e celulose, foi um dos temas encaminhados pela Fiep. A entidade vem articulando a interlocução do setor produtivo com o Executivo e o Legislativo federal, de modo a levar as demandas dos empresários paranaenses para apreciação dos órgãos competentes. Na opinião do presidente do Sindicato das Indústrias de Papel e Celulose do Paraná (Sinpacel), Rui Gerson Brandt, é preciso regionalizar o novo código, de modo que cada Estado proceda de forma diferenciada.

A regionalização da legislação ambiental é um dos pontos defendidos pela Fiep na discussão sobre a nova legislação. Em abril deste ano a ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, esteve na Fiep, onde recebeu o posicionamento dos empresários do Estado sobre o código. Na ocasião ela atentou para a necessidade de se pensar futuramente num “código da silvicultura”, já que o a área não foi contemplada a contento na formatação do código florestal.

Novas demandas - A principal dificuldade apresentada pelos representantes do setor de papel e celulose no Fórum Setorial foi a questão cambial. O alto valor do Real frente a outras moedas de circulação internacional vem prejudicando sistematicamente a competitividade dos produtos paranaenses. Na opinião do presidente do Sinpacel esta condição pode levar à desindustrialização do setor, uma vez que outros países, mais competitivos, importam celulose do Brasil e exportam papel a um preço inferior ao praticado pelas empresas locais.

 

Segundo Ricardo Batista, gerente de produção da Klabin, indústria localizada em Telêmaco Borba e considerada hoje a maior produtora, exportadora e recicladora de papéis do país, a possibilidade de reduzir seu ritmo de produção vem sendo cogitada como forma de impedir a exportação de alguns produtos que não estão trazendo a remuneração esperada.

 

A competição com os produtos originários da Ásia também preocupa os empresários paranaenses. Segundo relato do diretor industrial da Santa Maria Papel e Celulose, Luiz Tadeu, existe a prática de dumping por empresas de papel da Indonésia, que estariam trazendo para o Brasil produtos subsidiados, com preços bem abaixo daqueles praticados pelas empresas brasileiras.

 

Apesar das preocupações dos empresários o setor foi superavitário em 2010, com exportações de US$ 428 milhões contra importações de US$ 35 milhões.

 

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Sindicato das Indústrias de Papel, Celulose e Pasta de Madeira para Papel, Papelão e de Artefatos de Papel e Papelão do Estado do Paraná
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