© 2021 / 2026 - SINPACEL: Sindicato das Indústrias de Papel, Celulose e Pasta de Madeira para Papel, Papelão e de Artefatos de Papel e Papelão do Estado do Paraná.
O Sinpacel estará em recesso nos dias 20 e 21 de fevereiro 2023.
Retornaremos no dia 22/02, quarta-feira.
Um bom carnaval a todos!
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná – FIEP realizou no último dia 03 de novembro o Congresso Sesi ODS, que mobilizou empresas e demais entidades que têm o interesse em adotar práticas para a valorização de questões focadas na sustentabilidade e responsabilidade social. Na ocasião foram entregues selos e prêmios em reconhecimento dessas ações que contribuem para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS da Agenda 2030 estabelecida pela Organização das Nações Unidas – ONU.
O setor papeleiro se destacou com a certificação de duas empresas tradicionais e extremamente importantes no mercado brasileiro, a BO Paper e a Klabin. “O prêmio é como se fosse o Oscar da responsabilidade socioambiental e revela a importância que o setor dá às questões ambientais, sociais e de governança, que vai além daquelas do dia a dia das empresas. Um trabalho que contribui para as relações e melhores condições de vida, estendendo à coletividade os benefícios”, disse o presidente do Sinpacel, Rui Gerson Brandt.
De acordo com ele, é o exercício da cidadania pelas empresas e empresários. “Nosso setor tem uma característica muito importante que é de estar diretamente ligada à questão ambiental. A nossa cadeia produtiva tem início na natureza, nas florestas, nos rios. Nós plantamos árvores para termos matéria prima, mas preservamos as florestas nativas. A água que utilizamos como insumo e na geração de energia, devolvemos à natureza em melhores condições do que a captada para uso. Sem falar nas pessoas que são extremamente importantes, uma vez que nossas fábricas geralmente se localizam fora de perímetros urbanos e necessitam de mão de obra qualificada”, afirmou.
Dependência e preocupação que fica estampada nos trabalhos apresentados pelas empresas premiadas no evento. As ações foram desenvolvidas ao longo do ano de 2021 e avaliadas por uma banca externa, que colocou as representantes do setor como finalistas do prêmio nas categorias Social e Ambiental.
A categoria Social avalia projetos que contribuem com a qualidade de vida da comunidade do entorno das empresas. Neste quesito, a empresa BO Paper, com sedes em Curitiba, Arapoti e Jaguariaíva, representou o setor papeleiro e ficou entre os finalistas de indústrias de médio porte.
Com mais de 35 anos no mercado, a empresa é guiada por princípios ligados à questão social, cultural que contribuem para o desenvolvimento humano e demais temáticas ambiental, de governança e inovação. “Temas que fazem parte da estratégia da empresa para contribuir com a construção de um mundo melhor, mais igualitário e com oportunidades para todos. O que nos motivou a buscar parcerias com empresas e entidades com o estejam no mesmo viés e acreditam na transformação de um cenário mundial mais inclusivo e sustentável”, disse a Gerente Executiva de Gente, Gestão e Sustentabilidade, Viviane Gonçalves.
Foi com esse intuito que a empresa inscreveu no prêmio SESI ODS o projeto ‘Cada Atitude Conta’ que foi realizado em 2021 e visou a conscientização e educação ambiental em Arapoti, fortalecendo a atitude cidadã e de responsabilidade no meio ambiente. “O projeto teve uma campanha ampla com outdoors, vídeos, folders, blitz, jogos educativos para alunos das escolas públicas, etc. abordando coleta seletiva, descarte correto, uso racional de recursos”, explicou a gerente.
Ações que levaram a resultados que renderam a empresa a colocação como finalista na premiação. “Esse é um reconhecimento nos orgulha e evidencia nosso compromisso com a sustentabilidade e gerações futuras. Em 2022, vamos publicar o 1º Relatório de Sustentabilidade, onde teremos a oportunidade de mostrar nossos projetos sociais, ambientais e de governança”, exaltou Viviane que também revelou que faz parte do planejamento da empresa implementar metas, nos próximos anos, em todos os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.
“Nossos processos são limpos, primamos pela melhoria contínua e inovação, assim como pela saúde, bem-estar, segurança e desenvolvimento de todos os profissionais”, destacou a representante da BO Paper.
Já na categoria Social para grande indústria, a finalista que representou o setor foi a Klabin. Presente em dez estados brasileiros, mas especialmente no Paraná, a empresa é reconhecida por seus cuidados com as comunidades onde está inserida, com os recursos naturais e a biodiversidade.
De acordo com o Gerente de Responsabilidade Ambiental da Klabin, Henrique Luvison, a Companhia participa da premiação desde 2017, o que reforça seus compromissos e transparência. “Participar do Prêmio SESI ODS vai ao encontro da nossa essência e demonstra nossa atuação ao longo dos anos para a promoção do desenvolvimento sustentável. Além disso, é uma boa oportunidade para demonstrar nossos projetos de incentivo à educação e à preservação de recursos naturais, como o “Klabin Semeando Educação e o Manejo Hidrossolidário”, disse. Os projetos que foram inscritos neste ano no Prêmio Sesi ODS são convergentes com os KODS (Objetivos Klabin para o Desenvolvimento Sustentável, parte integrante da Agenda Klabin 2030).
O programa ‘Klabin Semeando Educação’ é fruto de uma parceria da empresa com as Secretarias Municipais de Educação de 20 cidades do Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Seu objetivo é contribuir com o desenvolvimento de competências de gestores educacionais de escolas públicas, e com a mobilização social em prol da educação, que resultarão na melhoria do aprendizado dos estudantes.
Criado em 2017, o programa contribuiu com o sistema de aprendizagem por meio de um melhor aproveitamento dos recursos disponíveis e da formação de uma mão de obra mais bem qualificada em 146 escolas, que somam 1.218 profissionais em formação continuada, e mais de 22 mil estudantes.
A Klabin também foi finalista na categoria Ambiental para grande indústria com o projeto ‘Manejo Florestal Hidrossolidário’, método pioneiro desenvolvido pela Companhia, que consiste na criação de fluxos para planejamento do manejo florestal, levando em consideração as microbacias hidrográficas e os pontos de captação de água dos vizinhos. Desta forma, o cultivo é realizado cumprindo as atividades de produção de água, com a necessidade de conservar as fontes e manter a produtividade.
“A Klabin desenvolveu uma fórmula de manejo onde a área de plantação, considerando a microbacia a que pertence, tem sempre pelo menos 40% das florestas (sejam nativas ou plantadas) mantidas de pé, o que assegura a manutenção dos corpos hídricos e da biodiversidade, com os 60% restantes disponíveis para as operações florestais. Entre os pontos analisados pelo time de florestal para a aplicação da metodologia, estão parâmetros guia como o tamanho dos blocos florestais a serem manejados e a composição dos mesmos (no que diz respeito a gênero e idade), assim, a Klabin garante a continuidade do mosaico florestal, já praticado há muitos anos”, explicou Luvison.
A Agenda Klabin 2030 engloba de forma direta 14 ODS, com destaque para ações relacionadas ao uso racional de água e energia, resíduos, mudanças climáticas, desempenho socioambiental de fornecedores, desenvolvimento local, biodiversidade, diversidade, saúde e segurança operacional e certificação florestal.
Ações que vão além das atividades diárias das companhias e de encontro com o que preconiza o Sinpacel nos últimos anos. O sindicato vem investindo e incentivando seus associados na adoção de medidas e projetos que visam o uso racional dos recursos naturais e a valorização das ações já realizadas pelas empresas papeleiras ligada diretamente às questões ambientais.
“Quando se vive o dia a dia empresarial você está em um ambiente de competitividade e quando você assume a preocupação da responsabilidade socioambiental, você é gratificado garantindo uma condição muito melhor”, reforçou o presidente da entidade, Rui Gerson Brandt.
Jornalista Joana Serra
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Prezados(as),
Informamos que na próxima segunda-feira (14/11), não haverá expediente no Sinpacel.
Retornaremos às nossas atividades na quarta-feira, (16/11).
Agradecemos a compreensão e desejamos um excelente feriado!
Fonte: Jornalista Joana Serra
Para marcar o Dia do Papeleiro, celebrado em 20 de setembro, o Sinpacel conversou com Arthur Canhisares, ex-Diretor Industrial da Klabin e profissional com mais de 30 anos de experiência no setor de fabricação de papel e celulose. O bate-papo com representantes do Sinpacel trouxe uma reflexão sobre as perspectivas para o profissional e para o setor, além de sua importante contribuição para sustentabilidade de toda a cadeia produtiva.
Canhisares é formado em Engenharia Industrial pela faculdade de São Bernardo do Campo (SP), possui curso de Especialização Papel e Celulose pela USP;
Paper Machine Management pela Omni Continental, no Canadá; Corrugated Container Machery School, nos Estados Unidos; Executive Development Program pela EDP Kellogg Scholl of Management, também nos Estados Unidos; entre outras. Com 38 anos de profissão, sendo 35 deles dentro da Klabin acumulou diversas experiências passando por setores e sedes da companhia que asseguram a ele o título de especialista no setor papeleiro nacional.
Sua trajetória e trabalho desenvolvido contribuiu para avanços e aperfeiçoamento do processo produtivo papeleiro, o que lhe permite traçar um diagnóstico das oportunidades e desafios para setor papeleiro do país nos próximos anos. Um cenário muito otimista considerando as potencialidades nacionais e exigências de um mercado cada vez mais preocupado com os impactos ambientais gerados pela atividade.
“O setor de papel e celulose deve crescer muito no Brasil. Existem os olhares para a nossa produtividade, o que mostra um cenário muito otimista para o profissional papeleiro”, disse.
Segundo ele, novas técnicas e tecnologias têm permitido a otimização e o melhor aproveitamento das florestas reduzindo os impactos ambientais e fomentando a sustentabilidade do setor. “O cenário é de grandes oportunidades e possibilidades que surgem a partir da prática de uso múltiplo das florestas, que permite outras atividades na mesma área além da produção de papel e celulose. Novas tecnologias também estão surgindo proporcionando o aproveitamento máximo da madeira, além de políticas para a compensação do carbono, que é uma grande oportunidade para as bases florestais como sequestradoras de carbono e outras inúmeras possibilidades”, destacou.
Um mote em que o Brasil se destaca no cenário mundial e que deve continuar crescendo nos próximos anos. “O país se consolidou como um grande exportador de papel e celulose e acredito que vai continuar se desenvolvendo, somos extremamente competitivos neste setor e temos muitas oportunidades para o seu crescimento. Ainda mais considerando o valor de sustentabilidade que as empresas trazem no seu DNA e em um momento em que a sociedade já reconhece isso e impõem como condição que vai além da substituição de embalagens não sustentáveis e do que a legislação exige”, destacou Canhisares.
Protagonismo que só é possível devido aos avanços e oportunidades conquistados com base em muita pesquisa e capacitação. “O nível de conhecimento e de treinamento do papeleiro cresceu muito ao longo dos anos, a formação da mão de obra técnica foi, é, e continuará sendo uma grande oportunidade para o profissional do setor”, disse.
Canhisares lembra das principais mudanças na produção de papel e celulose de quando ele começou a atuar no setor até o momento. “Foi uma época de muito trabalho e muita realização porque até então o Brasil só produzia cartões com 100% fibra curta e fora do país alguns fabricantes já trabalhavam com fibra longa. Então a Klabin inovou e começou a produzir produtos com fibra longa e fibra curta, o que nos garantiu um know-how para produzir cartão tanto com fibra longa como com fibra curta como com composição mista e essa é a grande vantagem, considerando as caraterísticas de printabilidade e resistência”, lembrou.
Conquistas e avanços que só foram possíveis devido ao alto investimento do setor papeleiro em capacitação, modernização de maquinário e monitoramento constante. “As máquinas são um ativo caro, que demandam um grande investimento, por isso seus sistemas são sempre atualizados permitindo a máxima eficiência e controle, o que também exige muito do papeleiro e um trabalho de equipe. A fábrica de papel e celulose não pára e não permite ao funcionário o desligamento da máquina ao ir embora, por isso é preciso um trabalho de equipe que garanta a qualidade do produto e contribua com melhorias constantes”, destacou.
Para ele, este é um diferencial que faz com que o setor esteja em constante evolução e modernização. “As pessoas que trabalham em uma fábrica de papel, fazem parte de um time e todos devem contribuir para um grande trabalho em equipe. Por isso, costumo dizer que quando atingimos um recorde de produção ele não é conquistado em um turno ou de um dia de trabalho, ele é resultado do trabalho de toda equipe”, reforçou Canhisares.
Sendo assim, no mês em que se comemora o Dia do Papeleiro só há motivos para os profissionais se orgulharem. “O setor de papel e celulose vai crescer muito no Brasil e a demanda por bons profissionais está muito alta. O grande desafio para os próximos anos está em mostrar toda a potencialidade, que são altas e melhores que em muitas partes do mundo, em prol da sustentabilidade e das práticas ambientais de níveis globais”, concluiu Arthur Canhisares.
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