No âmbito do projeto “As atitudes de hoje transformam o amanhã”, um dos objetivos é ampliar o conhecimento sobre a cadeia produtiva do papel, sua reciclagem e os impactos ambientais associados.
O primeiro encontro ocorreu em 30 de junho, na UNILEHU – Universidade Livre para a Eficiência Humana, e reuniu 183 participantes. A UNILEHU, parceira do projeto, promove a formação e inclusão de pessoas com e sem deficiência no mercado de trabalho.
A palestra “Da produção à reciclagem do papel: do cidadão à indústria, unidos por um futuro sustentável” foi conduzida por Clauciane Dias de Lima, Engenheira Ambiental e Sanitarista. Clauciane atua na assessoria de projetos ambientais, palestras e visitas técnicas para o SINPACEL, sendo responsável pelo projeto “As atitudes de hoje transformam o amanhã”.
A atividade contou ainda com a participação especial de Soraya Bischoff, especialista em Educação Ambiental e Sustentabilidade. Soraya atua junto ao SINPACEL, conduzindo palestras e visitas técnicas a cooperativas e associações de recicladores.
Logo no início, os participantes responderam a um questionário interativo. Uma das perguntas — “Produzir papel no Brasil causa desmatamento de florestas nativas?” — teve mais de 75% de respostas afirmativas, revelando a persistência de mitos sobre o setor e reforçando a importância de difundir informação qualificada e acessível.
Com base nesse dado, a palestra abordou, de forma técnica e didática, temas como:
- Uso exclusivo de florestas plantadas com manejo sustentável pela indústria brasileira de papel;
- Contribuição do setor na captura de carbono e conservação ambiental;
- Importância da reciclagem, economia circular e consumo consciente;
- Papel essencial dos catadores e cooperativas na engrenagem da reciclagem.
Soraya Bischoff compartilhou sua experiência com associações de catadores, explicando como os resíduos recicláveis são recebidos, triados e destinados ao reaproveitamento. Ela destacou o protagonismo desses profissionais como agentes ambientais e sociais:
“Os catadores são peças-chave no processo de reciclagem no Brasil. Reconhecer, valorizar e fortalecer essas organizações é essencial para construir uma cadeia mais justa e eficiente, onde todos ganham: o meio ambiente, a indústria e a sociedade como um todo”.
Clauciane Dias de Lima reforçou a importância da informação técnica para gerar consciência coletiva:
“A desinformação ainda é uma grande barreira. Mostrar a realidade do setor — que planta, preserva, gera empregos e recicla — é essencial para construir pontes entre a indústria, o cidadão e os profissionais da reciclagem. Informação gera consciência, e consciência gera ação”.
O evento também apresentou exemplos de empresas que apoiam o projeto e incorporam práticas sustentáveis às suas operações: Mili, Embrart e KWM. Essas indústrias demonstram que é possível unir eficiência produtiva, inclusão social e responsabilidade ambiental.
Por fim, o presidente do SINPACEL, Rui Gerson Brandt, destacou o propósito estratégico da iniciativa:
“O papel e a celulose fazem parte do cotidiano de todos nós. O SINPACEL acredita ser fundamental aproximar a sociedade da realidade do setor, baseado em florestas plantadas, inovação e sustentabilidade. Essas palestras reafirmam nosso compromisso com o diálogo, a educação ambiental e o futuro”.
O SINPACEL segue investindo em ações que unem educação ambiental, responsabilidade social e fortalecimento da cadeia do papel, sempre com foco em um futuro mais sustentável e integrado à sociedade.
.


















